Tem que mudar isso aí, ok?

17/05/2019

Foto: Revista Isto é
Foto: Revista Isto é

A passagem de Bolsonaro por Dallas gerou duas declarações que renderam assuntos aqui no solo tupiniquim. A primeira, direcionada aos manifestantes que protestavam contra o contingenciamento de verba para as universidades foi de um desastre político tremendo. 

A aprovação do presidente lhe rendeu uma soberba tão grande que ele parece que não se dá conta que nem todo mundo que frequenta uma universidade pública é de esquerda e que, e nem todos os de direita e de centro concordam com diminuição de recursos para a educação. Se necessário era tomar tal atitude, haviam mecanismo muito mais inteligentes do que a postura de confronto.

A segunda é o posicionamento do presidente em relação à imprensa. É compreensivo a postura dele diante de alguns veículos de comunicação que não lhe dão trégua, e ele tem o direito de se defender e de criticar essas empresas, mas nem em um milhão de anos é aceitável a maior autoridade do país ofender uma profissional que está fazendo o seu trabalho, simplesmente porque não gostou da pergunta.

A função do jornalista é fazer perguntas e na maioria das vezes que não querem ser respondidas, até porque para fazer as perguntas prontas, existem a chapa branca e as assessorias de comunicação.

Bolsonaro tem o apoio, os instrumentos e aparentemente a vontade para fazer um governo alicerçado em reformas que possam trazer desenvolvimento para o país, mas ele não é intocável e nem está livre de ser questionado. Está na hora de se dar conta disso e descer do pedestal.