Soneto de vida inacabada

02/05/2019

Foto: Uol/Reprodução
Foto: Uol/Reprodução

Como a morte chega tão inesperada,
Sem marcar hora ou momento certo,
Sem se importar com a obra inacabada,
E o que na vida foi feito de concreto.


Que soberania é essa que chega de repente,
Que se impõe e coloca um ponto final,
Não ouve as lamentações da gente,
E faz o seu papel indiferente... Sem igual.


Como difícil é de se enganar a morte,
Quando nosso tempo se chega ao final,
Alguns escapam, mas é raro, pura sorte.


Não interessa se na vida foi de bem ou de mal,
Chegou o momento, não há quem conforte,
Os que aqui ficam também esperando seu final.