Soneto Cego

04/03/2019

Ó belos olhos encantadores sois,
De olhares longos, macios e perdidos,
De veras seres incompreendidos,
Na razão de somente os dois.


Ó, sim, quanta saudade sinto,
Das coisas ruins que fazeres-me ver,
E as boas coisas que me ensinares a crer,
Se dizeres que não vós quero... minto.


Mas, eis que sem vocês eu vivo,
Mesmo sabendo de quanto de vos preciso,
Terei que crer e acreditar sempre,


Assim estou como alguém que nada sente,
De forma que não vivo, somente me martirizo,
Até o dia em que puder ver novamente.