A situação dos partidos na Região Celeiro

07/08/2018

A Região Celeiro do Rio Grande do Sul, assim como o restante do Brasil, está super inchada de siglas partidárias. Existem partidos em certos municípios que nem os próprios moradores sabem das suas existências. Outros que as pessoas até conhecem, mas que são tão inexpressíveis que não tem outra serventia a não ser dar poder de barganha para os seus "donos".
Ainda há algumas siglas que acabaram se fundindo com os seus membros mais ilustres. O PP de Miraguaí é o partido do ex-prefeito Jorginho. O PP de Tenente Portela é o partido do ex-prefeito Rubens Furini. O MDB de Vista Gaúcha se funde com a carreira política do secretário adjunto do estado Claudemir Locatelli. O PSDB de Três Passos com a deputada Zilá. Só para citar alguns exemplos.
A verdade é que nesses casos a prova é simples. Alguns nomes ganharam tamanho prestigio que ultrapassaram os próprios partidos. É uma conjuntura natural registrada por diversos fatores e que tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil. Os partidos estão perdendo força quanto instituição. Existe inclusive uma proposta nos bastidores do Congresso para permitir a candidatura sem filiação partidária. As chamadas candidaturas independentes já são realidades em alguns países, como Estados Unidos, e dado a perda de espaço de alguns partidos, elas aparecem como alternativas para o futuro.
No outro lado estão partidos que perderam espaço e importância ao longo dos anos. Desgastados pela falta de identidade dos seus líderes ou por outras questões esses partidos partilham do poder, aparecem até em cabeça de chapas e em alguns casos até obtêm resultados nas urnas, mas carecem de uma identidade própria.
O PDT é um desses exemplos. Está no poder em Braga muito mais por méritos da candidatura Nei e Inês do que pela força do partido como instituição. Em Redentora é vice com o Jaime Jung, mas não consegue ser protagonista, nem ao menos um coadjuvante de luxo, apesar de o esforço dos seus líderes em tentar passar impressão de que é maior do que na verdade o é. Em Tenente Portela apesar de estar no poder com Carboni, como prefeito, todo mundo sabe que o partido é um puxadinho do PP. Sem os progressistas o partido jamais chegaria ao poder. A prova é que nas últimas eleições, entre os nove vereadores eleitos, a sigla elegeu apenas um e apenas com a sexta maior votação.
Mesmo com esforço reiterado de alguns dos seus membros em dar importância para a sigla em termos locais, ela segue em segundo plano na preferência regional e somente ainda sobrevive por uma saudosista memória de Leonel Brizola. Pode voltar a ter protagonismo se conseguir aplacar as candidaturas de Ciro Gomes para presidente e Jairo Jorge para governador.
Assim como no Brasil, por aqui, a predominância partidária ainda é bastante polarizada. Os grandes partidos ainda são aqueles que conseguem apresentar um melhor desempenho individual. O PTB, com toda sua história, ameaça um retorno, principalmente via Três Passos, onde governa com Zé Carlos. O PSB começa a engatilhar um espaço mais decisivo na região, mas por enquanto este pedaço de mundo ainda é um recanto polarizado partidariamente. Os demais são como "Antônio Augusto Cançado Trindade", ele existe, tem grande poder, mas poucos o conhecem e menos ainda lhe dão importância.
Você também não sabe quem é Antônio Augusto Cançado Trindade? Pesquisa no Google, pois, eu não vou te contar. Aproveita e já pesquisa quais são os partidos e quais são os membros deles em sua cidade.